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Opinião Pública

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13/07/2004 01:43:08A.Coutinho - SMA/GO.

Ausência de civilização?
 
É fato indiscutível que a humanidade, ao evoluir tecnológica e cientificamente, venha experimentando uma gradativa desestruturação em suas bases morais, o que resulta na degradação das relações de convivência harmônica que deveria prevalecer nas comunidades.
Quando um indivíduo ou grupo de indivíduos, seja a que pretexto for, se acha acima das normas - sejam elas legais ou simplesmente costumeiras - para extravasar suas emoções, crenças ou paixões, sem a menor consideração para com o direito e a razão dos circunstantes, estamos perigosamente à beira do caos.
E isso assume uma característica mais crítica ainda, quando, seja por que razões forem, a impunidade e a tolerância fecham os olhos e ouvidos daqueles que tinham o dever de ofício de restringir o abuso, a prepotência, a arrogância de que se revestem tais "privilegiados".
O som abusivo e fora de hora praticado por carros de publicidade sonora e de particulares, adeptos da chamada "moda do som automotivo" - cuja ilegalidade é prevista explicitamente pelo Código Nacional de Trânsito e pelas normas que regulam o meio ambiente; poluição ambiental sonora - e para o qual, aparentemente, tem sido feito "vista grossa", é um desses problemas emergentes.
Como fazer turismo ecológico no município, se um dos pressupostos elementares da ecologia falha grosseira e lamentavelmente em nossa estrutura receptiva?
Outro problema que agride frontalmente o direito ao sossego público diuturno e, mais grave ainda, ao sagrado repouso noturno vem de duas atividades diametralmente opostas: os bares e similares (aí incluídas as festas e bailes) e as igrejas ou casas de oração.
Longe de nós pretender retirar das pessoas o acesso ao laser e a livre manifestação de suas crenças - garantida constitucionalmente, inclusive -. Tampouco vamos ao absurdo de afirmar que sejam todos, os que ultrapassam os limites da boa educação, abusando do som eletrônico - necessário? Para quê? -, se manifestando aos gritos e afirmando suas razões ou emoções com uma histeria digna de personagens que, a nosso ver, tem muito pouco de divino.
As vezes, nos fica a impressão de que tudo não passa de um processo de marketing que abusa de técnicas subliminares poderosas, que fazem com que pessoas simples e humildes se acreditem "donas do mundo", com um poder muito além daquele que jamais tiveram, crendo realmente que com seus bailados, rebolados, gritos, hinos (estes até bonitos e harmônicos, mas que o elevado volume e a exasperante repetição contínua desvirtua) e exorcismo de duvidoso sentido, vão transformar suas misérias particulares no flagelo de todos os demais, negando àqueles que não comungam suas "acreditâncias" o direito ao sossego e a suas opiniões.
É a permanente insensatez de pretender ganhar tudo "no grito"!
Que lá uma vez ou outra, uma reunião festiva ou uma data significativa possa levar a um moderado ultrapassar de limites, seria até compreensível. Mas a profusão de festas com excesso de volume - e aqui é bom que fique bem claro: o problema é o excesso de ruído, não a festa em si -, todo final-de-semana; o som eletrônico diuturno e diário, elevado e abusivo dos discursos proferidos por religiosos inflamados em suas razões e dos hinos cuja repetição cansa e irrita os ouvintes compulsórios; e, por final, a falta de regulamentação para a verdadeira baderna que alguns freqüentadores de barzinhos, lanchonetes e similares fazem, não raro além das 22:00h. está, ao lado do ilegal uso abusivo de aparelhos sonoros em veículos automotivos, a sugerir um problema real de ausência de civilização. E vem por aí a propaganda e os famigerados comícios políticos (ou seria "panis et circensis"?).
E aí cabe perguntar: é realmente isto que a sociedade acredita ser o modelo de comportamento adequado à boa imagem da comunidade além de suas fronteiras? Se é, àqueles que não concordam restaria apenas arrumar as malas e buscar outro canto para viver. É a chamada expulsão social, não muito diferente do que os hebreus experimentaram no Egito antigo, os Cheyenes, Apaches e os Sioux tiveram nos Estados Unidos no final do século XIX, os Judeus sofreram na Alemanha nazista, na primeira metade dos anos 40, os Palestinos vivem até hoje, no oriente médio, e que sempre esteve presente em todos os momentos da intolerância humana, quase sempre, respaldada por movimentos supostamente de cunho carismático ou teológico.
É a essência do mal, praticada e justificada pela essência do bem!
Paradoxal? Talvez. Afinal, o homem É o próprio paradoxo.

19/02/2004 10:11:59Thereza Beatriz M.B.Arantes - Aruanã/GO

Prezados Amigos, apreciaria conhecer a realidade local de Luis Alves?
Pois como é sabido, os jornais tendem a ser sensacionalistas e na realidade querem é vender.
Aqui em Aruanã nossa realidade até hoje nunca foi relatada com fidelidade; nosso Rio Araguaia esta lindo!
Apesar dos jornais locais não parem, a pelo menos um mês, de fazer escândalos dizendo que nosso município corre risco de alagamento. Na realidade, só houve uma enchente digna de registro em sua vida, que foi em 1980.
Isso condena a economia local, mata toda e qualquer possibilidade de ganhos para a comunidade ribeirinha, deixando toda economia circulante em sérias condições as vésperas de um feriado, que poderia movimentar como sempre toda a cidade.
Nesta época é natural o rio subir; é outro tipo de turismo; é a natureza procurando criar seus meios de limpeza e favorecer a procriação de suas espécies...

04/01/2004 12:06:59Eini Tavares de Campos

Estive neste final de ano em São Miguel, e me decepcionei com o desleixo da cidade, não tinha nenhum enfeite de natal, não houve comemoração de reveillon, onde está o povo festeiro que sempre encantou a todo mundo... sendo eu filha da terra, fiquei muito triste de ver minha cidade tão abandonada... gostaria que na minha próxima visita a cidade esteja recuperada desse marasmo, falta de incentivo ao turismo e embelezamento da cidade.
Aos dirigentes da cidade fica meu apelo, apliquem melhor os recursos de nossa cidade, invistam no turismo, formando profissionais e aumentando assim a renda do município.
Um grande abraço a todos e Feliz 2004 com muito progresso para minha cidade.

30/12/2003 20:25:53A.Coutinho* - SMA/GO.

Feliz 2004... Quando vamos "acordar", afinal???

No chamado "Jornal do Almoço", o noticiário da televisão, nas vésperas do fim-de-ano, mostra o incrível fluxo turístico que demanda Goiás, nas últimas e primeiras festas do ano. Mostram Pirenópolis, o lago de Serra da Mesa, Três Ranchos, Caldas Novas, a Cidade de Goiás, e conseguem chegar até Aruanã.
Hotéis, pousadas, resorts, tudo lotado. Não há mais vagas! Até casas particulares - algumas feitas para isto, outras de ocasião -, participam do "repartir do bolo". Restaurantes, bares e similares também fazem "a festa". Todos ganham; os municípios ganham e suas populações tem uma idéia do que seja ter "um feliz ano novo".
O ponto comum que se observa, é que todos e tudo, nesses municípios, estáo mobilizados e envolvidos até a alma com a feliz atividade de captar recursos, que alavancam cada vez mais o desenvolvimento e o crescimento do lugar onde vivem. Oferecem ao visitante, em troca, ambiente e atrativos que o encantam e motivam a voltar "no-ano-que-vem".
Vemos, com alguma melancolia, que São Miguel e Luiz Alves do Araguaia simplesmente ficam à margem dessa discussão.
Discriminação da mídia? Pensamos, em um ato de sincera auto-crítica, que não.
Na verdade, não temos feito adequadamente o nosso "dever-de-casa". Não adianta reclamar; isto é um fato!
O rio Araguaia, que banha nosso município, é mundialmente conhecido e reconhecido como um "paraíso da pesca esportiva". Um site sobre a região - pasmem, feito aqui! - teve no ano que se encerra, visitantes de quase cem países distintos, dos pontos mais incríveis do planeta!
O próprio país, deveria saber que este é, possivelmente, o melhor roteiro de acesso às maravilhas do verdadeiro santuário ecológico que é representado pela Ilha do Bananal - nada menos que a "maior ilha fluvial do mundo"! - e aos incríveis meandros do Cristalino, Araguaia e rio das Mortes.
Turismo rural - algumas fazendas de São Miguel tem história! -, artezanato - existe e tem qualidade! -, comunidades indígenas do Bananal e imediações do Mato Grosso... tudo isto passa despercebido à visão, possivelmente limitada, dos poucos empreendedores locais e oculto a um mercado ávido por opções turísticas.
O que, afinal, faz as comunidades festejadas pela mídia, tão "melhores" que a nossa? Pensamos que nada. Apenas alguém por lá deve ter "acordado" para as possibilidades que aí estão, à disposição de qualquer um que resolva largar "de mão" os detalhes irrelevantes, as "picuinhas" subalternas, as simpatias ou antipatias que não somam nada e o desinteresse em relação ao conhecimento tecnológico e ao profissionalismo.
É necessário arrumar a casa e "vender" bem o município, para o mercado brasileiro e exterior.
É preciso começar a "pensar grande"; largar essa mania de "naniquismo".
Vamos "fazer festas" produtivas. Que tragam recursos para cá, em contraposição aos pequenos bailes-shows, contra os quais nada temos, mas cujo retorno real para a comunidade pensamos que seja, no mínimo, questionável.
Tudo isto deve ser entendido como um alerta. Não há a pretensão de "crucificar" quem quer que seja. Não somos, de forma alguma, donos da verdade.
Pensem nisto como uma mensagem positiva; como uma vontade imensa de ver esta terra progredir. Pensem nisto. E... Feliz 2004! Feliz Ano Novo, São Miguel.


(*) - O autor é profissional na Internet e
representante da ACIASMA no TURIMEIO/SMA.

26/12/2003 12:58:07A.Coutinho - SMA/GO.

Natal. O que mudou, desde que Ele nasceu?

Há pouco mais de 2 mil anos, possivelmente em um estábulo na longínqua Galiléia nascia Jesus, o Cristo. Há quem lance alguma controvérsia quanto a data, mas isto não prejudica o fato. Ainda é o principal marco na história da humanidade.
Naquela época, ao que tudo indica e os registros confirmam, a violência predominava e a expectativa de vida do homem devia ser consideravelmente baixa. As menores divergências, sejam de que natureza fossem, pareciam ser resolvidas liminarmente com o auxílio da espada.
A balança, a não ser por uns raríssimos Salomãos (que também não largava a espada), era utilizada exclusivamente para medir matéria - ouro? pedras? alimentos? -, não se aplicava a conceitos de certo ou errado, de justo ou injusto.
Mas já naquele tempo havia quem perseguisse ideais de justiça, de bondade, de beleza, de pureza, de amor e de tantos valores muito mais ditos e cantados do que jamais praticados.
Dos ensinamentos divinos, o único visivelmente assimilado e ferozmente praticado foi o célebre "Crescei e multiplicai-vos!". Esse, foi e ainda é, levado à risca. - o resto, bom, o resto "vem com o tempo...".
Só que o tempo passou e o que predominou, viçosa e bela, foi a erva daninha.
Dia 25, me ficou na cabeça a frase escrita por um descendente do povo Sioux (centro-norte dos EUA): "In the past a man measured his wealth by how much he could GIVE to others...now it is how much you can GET."(Cante Waste Win - EUA.). Isto pode ser mais ou menos traduzido como: "no passado, o homem media sua riqueza pelo muito que podia oferecer aos demais... agora, ela é medida pela maior capacidade que tem em obter mais riqueza para si."
A simplicidade, da qual os antigos Sioux pareciam ser íntimos, sempre me fascinou. Jesus era simples, Ghandi era simples, Sidartha era simples, Maomé também, e Giatso, e Wojtila, e Mahpiya Luta, e Madre Tereza de Calcutá, e...
Em 2000 anos de odisséia, nada mais há do que os mesmos lobos, devorando os eternos mesmos carneiros. Sejam vermelhos, negros, amarelos ou mesmo brancos como a neve... lobos sempre foram lobos; carneiros sempre foram carneiros. A violência se encarrega de manter o status quo.
Gengis Khan não foi melhor que Nero, que não foi melhor que Napoleão, nem Hitler, e Stalin, e Idi Amim, e Sadham, e Bush...
"Não vim trazer paz, mas espada." (MT 10:34)
Limiar de 2004. O oriente médio é, como sempre foi, um barril de pólvora, o mundo dito desenvolvido está perdido em sua própria luxúria, o mundo em desenvolvimento não sabe para que lado ir, as religiões parecem mostrar claramente a fadiga de uma retórica que já não consegue sobrexistir mais ao eterno "faça o que digo; não o que faço" e assim cabe perguntar: o que mudou afinal, desde que Ele nasceu?


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